sábado, 18 de maio de 2013

Vasos de pressão/Teste de estanqueidade/Relatórios de inspeção/Projeto de instalação/ Profissional Habilitado.

Equipamento autoprotegido - equipamento definido pelo projeto do sistema como sem possibilidade técnica da sua pressão interna ultrapassar a PMTA, em todos cenários possíveis mediante parecer fundamentado por PH.

Especificação da tubulação - código alfanumérico que define a classe de pressão e os materiais dos tubos e acessórios das tubulações.

Estabelecimento - conjunto de instalações submetidas a uma gestão comum e normalmente com o mesmo CNPJ - Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas.

Exame - atividade conduzida por PH, qualificado, ou certificado onde exigido por códigos ou normas, usando procedimentos qualificados para avaliar que determinados produtos, processos ou serviços estão em conformidade com critérios aceitáveis especificados.

Exame externo - exame da superfície e de componentes externos de um equipamento, podendo ser realizado em operação, visando avaliar a sua integridade estrutural.

Exame interno - exame da superfície interna e de componentes internos de um equipamento, executado visualmente, com o emprego de ensaios e testes apropriados para avaliar sua integridade estrutural.

Fabricante - empresa responsável pela construção de caldeiras, vasos de pressão ou tubulações.

Fluxograma de engenharia (P&ID) - diagrama mostrando o fluxo do processo com os equipamentos, as tubulações e seus acessórios, e as malhas de controle de instrumentação.

Fluxograma de processo - diagrama de representação esquemática do processo de plantas industriais mostrando o percurso ou caminho percorrido pelos fluidos.

Força maior - todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. A imprevidência do empregador exclui a razão de força maior.

Gerador de vapor - equipamentos que geram, mas não acumulam vapor.

Inspeções de segurança extraordinária - inspeção realizada devido a ocorrências extraordinárias tais como hibernação prolongada, mudança de locação, surgimento de deformações inesperadas, choques mecânicos de grande impacto, vazamentos, entre outros, envolvendo caldeiras, vasos de pressão e tubulações, com abrangência definida pelo PH.

Inspeções de segurança inicial - inspeção realizada no equipamento novo, montado no local definitivo de instalação e antes de sua entrada em operação.
Inspeções de segurança periódica - inspeções realizadas durante a vida útil de um equipamento, com critérios e periodicidades determinados pelo PH, respeitados os intervalos máximos estabelecidos nesta Norma.

Instrumentos de monitoração ou de controle - dispositivos destinados à monitoração ou controle das variáveis operacionais dos equipamentos a partir da sala de controle ou do próprio equipamento.

Integridade estrutural - conjunto de propriedades e características físicas necessárias para que um equipamento ou item desempenhe com segurança e eficiência as funções para o qual foi projetado.

Isométrico - desenho de uma tubulação ou parte dela, apresentado na perspectiva isométrica, mostrando os detalhes relevantes para a sua caracterização, podendo ou não apresentar cotas (dimensões) de suas partes.

Linha - trecho de tubulação individualizado entre dois pontos definidos e que obedece a uma única especificação de materiais, produtos transportados, pressão e temperatura de projeto.

Manutenção preditiva - manutenção com ênfase na predição da falha e em ações baseadas na condição do equipamento para prevenir a falha ou degradação do mesmo.

Manutenção preventiva - manutenção realizada a intervalos predeterminados ou de acordo com critérios prescritos, e destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um componente.

Máquinas de fluido - aquela que tem como função principal intercambiar energia com um fluído que as atravessa.

Pacote de máquina - conjunto de equipamentos e dispositivos integrantes de sistemas auxiliares de máquinas de fluido para fins de arrefecimento, lubrificação, controle ou selagem.

Pessoal qualificado - profissional com conhecimentos e habilidades que permitam exercer determinadas tarefas, e certificado onde exigível por código ou norma.

Placa de identificação - placa fixada em local visível do equipamento de acordo com os requisitos estabelecidos nesta Norma.

Plano de inspeção - estratégia considerando os mecanismos de danos previsíveis nas tubulações e equipamentos, incluindo os exames e testes a serem realizados, com a respectiva abrangência.

Pressão máxima de trabalho admissível (PMTA) - é o maior valor de pressão compatível com o código de projeto, a resistência dos materiais utilizados, as dimensões do equipamento e seus parâmetros operacionais.

Profissional Habilitado - PH - profissional que atende aos requisitos estabelecidos nesta Norma.

Programa de inspeção - cronograma contendo as datas das inspeções de segurança periódicas a serem realizadas.

Projetos de alteração ou reparo - PAR - projeto realizado por ocasião de reparo ou alteração que implica em intervenção estrutural ou mudança de processo significativa em caldeiras, vasos de pressão e tubulações.

Projeto alternativo de instalação - projeto concebido para minimizar os impactos de segurança para o trabalhador quando as instalações não estiverem atendendo a determinado item desta NR.

Projeto de instalação - projeto contendo o posicionamento dos equipamentos e sistemas de segurança dentro das instalações e, quando aplicável, os acessos aos acessórios dos mesmos (vents, drenos, instrumentos). Integra o projeto de instalação o inventário de válvulas de segurança com os respectivos DCBI e equipamentos protegidos.

Prontuário - conjunto de documentos e registros do projeto de construção, fabricação, montagem, inspeção e manutenção dos equipamentos.

Recipientes móveis - vasos de pressão que podem ser movidos dentro de uma instalação ou entre instalações, através de rodas ou não, e que não podem ser enquadrados como transportáveis.

Recipientes transportáveis - recipientes projetados e construídos para serem transportados pressurizados.
Registro de Segurança - registro da ocorrência de inspeções ou de anormalidades durante a operação de caldeiras e vasos de pressão.

Relatórios de inspeção - registro formal dos resultados das inspeções realizadas nos equipamentos com laudo conclusivo.

Reparo - correção de alguma inconsistência visando restaurar a condição do projeto de construção.

Sistema de iluminação de emergência - sistema destinado a prover a iluminação necessária ao acesso seguro a um equipamento ou instalação na inoperância dos sistemas principais destinados a tal fim.
Sistema de intertravamento de caldeira - sistema de gerenciamento das atividades de dois ou mais dispositivos ou instrumentos de proteção, monitorado por interface de segurança.

Sistema de tubulação - conjunto integrado de linhas e tubulações que exerce uma função de processo, ou que foram agrupadas para fins de inspeção, com características técnicas e de processo semelhantes.

SPIE - Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos.

Teste de estanqueidade - tipo de teste de pressão realizado com a finalidade de atestar a capacidade de retenção de fluido, sem vazamentos, em equipamentos, tubulações e suas conexões, antes de sua entrada ou reentrada em operação.

Teste hidrostático - TH - tipo de teste de pressão com fluido incompressível, executado com o objetivo de avaliar a integridade estrutural dos equipamentos e o rearranjo de possíveis tensões residuais, de acordo com o código de projeto.

Tubulações - conjunto de linhas e acessórios projetados por códigos específicos para tubulação, destinada ao transporte de fluidos entre equipamentos de uma mesma unidade industrial dotada de caldeiras ou vasos de pressão.

Unidades de processo - conjunto de equipamentos e interligações de uma unidade fabril destinada a transformar matérias primas em produtos.

Vasos de pressão - são reservatórios projetados para resistir com segurança a pressões internas diferentes da pressão atmosférica, ou submetidos à pressão externa, cumprindo assim a função básica de armazenamento de fluidos; para efeitos desta NR, estão incluídos:
a)    permutadores de calor, evaporadores e similares;
b)    vasos de pressão ou partes sujeitas a chama direta que não estejam dentro do escopo de outras NR, nem do itens 13.2.2 e 13.2.1 a) desta NR;
c)    vasos de pressão encamisados, incluindo refervedores e reatores;
d)    autoclaves e caldeiras de fluido térmico.

Vida remanescente - estimativa do tempo restante de vida de um equipamento ou acessório, executada durante avaliações de sua integridade, em períodos pré-determinados.

Vida útil - tempo de vida estimado na fase de projeto para um equipamento ou acessório.

Volume - volume interno útil do vaso de pressão, excluindo o volume dos internos ou enchimentos.



Anexo I

Capacitação de Pessoal

A.    Caldeiras

A1    Condições Gerais

A1.1    Para efeito desta NR, será considerado operador de caldeira aquele que satisfizer uma das seguintes condições:
a)    possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras e comprovação de estágio prático conforme subitem A1.5 deste Anexo;
b)    possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras previsto na NR 13 aprovada pela Portaria n° 02, de 08.05.84.

A1.2     O pré-requisito mínimo para participação como aluno, no Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras é o atestado de conclusão do ensino fundamental.

A1.3    O Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras deve, obrigatoriamente:
a)    ser supervisionado tecnicamente por PH;
b)    ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim;
c)    obedecer, no mínimo, ao currículo proposto no item A2 deste Anexo.

A1.4    Os responsáveis pela promoção do Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras estarão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como a outras sanções legais cabíveis, no caso de inobservância do disposto no subitem A1.3 deste Anexo.

A1.5    Todo operador de caldeira deve cumprir um estágio prático, na operação da própria caldeira que irá operar, o qual deverá ser supervisionado, documentado e ter duração mínima de:
a)    caldeiras da categoria A: 80 (oitenta) horas;
b)    caldeiras da categoria B: 60 (sessenta) horas;
c)    caldeiras da categoria C: 40 (quarenta) horas.

A1.6    O estabelecimento onde for realizado estágio prático supervisionado previsto nesta NR deve informar, quando requerido pela representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento:
a)    período de realização do estágio;
b)    entidade, empregador ou profissional responsável pelo Treinamento de Segurança na Operação de Caldeira ou Unidade de Processo;
c)    relação dos participantes do estágio.

A1.7    Deve ser realizada capacitação para reciclagem dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com a operação das instalações sempre que nelas ocorrerem modificações significativas na operação de equipamentos pressurizados ou troca de métodos, processos e organização do trabalho.

A1.7.1 Quando não houver capacitação conforme condições estabelecidas no subitem A1.7 deste Anexo, deve ser realizada uma capacitação periódica a cada 5 anos com carga horária mínima de 8 horas.

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