Trauma ocular ocupacional por corpo estranho superficial



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Introdução
Os acidentes oculares são bastante comuns, acarretando custos de ordem social, psicológica e econômica(1-2). Estima-se que nos Estados Unidos ocorram aproximadamente 2,4 milhões de traumas oculares por ano. Destes, em torno de 1 milhão, são decorrentes de acidentes no ambiente de trabalho, sendo que 90% são leves e preveníveis com utilização de medidas simples de proteção(2-4). Na Inglaterra tais acidentes ocupam uma taxa de 45% a 52% dos traumas, sendo que, também 90% são considerados preveníveis(5). No Brasil estudos relatam que 10% dos acidentes ocupacionais são oculares(1).Estudos mostram que a maioria dos acidentes oculares ocupacionais é superficial, correspondendo a 72% do total(6). Estudos também relatam que os corpos estranhos são responsáveis pela maioria destes acidentes e por uma incidência que varia de 54,6% a 81,8% do total de traumas oculares(1-2,5,7-8). De acordo com Kuhn et al(9) o trauma ocular superficial é a injúria contusa do globo ocular resultante de um projétil, na qual o corpo estranho torna-se alojado na superfície ocular, sem ter provocado perfuração ocular. No Brasil os estudos a respeito deste assunto são escassos. Os dados existentes dizem respeito principalmente aos traumas graves, que necessitam de admissão hospitalar e que provocam muitos dias de afastamento do trabalho. Neste contexto, o objetivo deste estudo é avaliar a ocorrência de trauma provocado por corpos estranhos superficiais e ocorridos durante a realização de atividades profissionais, fornecendo subsídios para a adoção de medidas preventivas e educacionais adequadas.

Métodos

Foram avaliados, prospectivamente, todos os pacientes portadores de trauma provocado por corpos estranhos superficiais e ocorridos em conseqüência da realização de atividades profissionais, que procuraram o serviço de urgência do pronto socorro do Hospital Getúlio Vargas (HGV) / Universidade Federal do Piauí (UFPI), no período de outubro de 1997 a março de 1999. Todos os atendimentos foram realizados por médicos e residentes do serviço de oftalmologia, sendo preenchido um formulário padrão no qual foram coletados os seguintes dados: idade, sexo, profissão, procedência, olho afetado, atividade realizada durante o trauma, natureza do corpo estranho, localização do mesmo e doença ocorrida.

Resultado:





Durante o período de 18 meses foram atendidos 713 pacientesvítimas de trauma ocupacional provocados por corpos estranhossuperficiais. O termo trauma ocupacional é abrangente,incluindo trabalhadores formais e informais, descartando atividadesque não fossem habitualmente desenvolvidas pelos pacientes.Do total destes, 96,21% eram do sexo masculino e3,79% do sexo feminino. O dado é próximo dos 96% encontradosno México(8), dos 98,65% encontrados no estado do Alabama(EUA)(10) e dos 98,8% encontrados em Glasgow (Escócia)(5).No Brasil estudos relatam incidências variando de 88,1% a 87%de traumas oculares ocupacionais no sexo masculino(1-2). Amaior incidência do trauma ocupacional em homens é amplamenterelatada na literatura mundial, sendo atribuída ao fatodestes exercerem maior atividade(1-3) e serem menos cuidadosos(1). Somente 3,79% dos acidentes ocorreram em pacientes dosexo feminino, de acordo com a literatura, que relata baixa incidênciade acidentes oculares ocupacionais em mulheres(2,11).O trauma ocorreu principalmente na faixa etária de 20 a 30anos, correspondendo a um total de 312 pacientes (43,75%).



Durante o período de 18 meses foram atendidos 713 pacientes vítimas de trauma ocupacional provocados por corpos estranhos superficiais. O termo trauma ocupacional é abrangente, incluindo trabalhadores formais e informais, descartando atividades que não fossem habitualmente desenvolvidas pelos pacientes. Do total destes, 96,21% eram do sexo masculino e 3,79% do sexo feminino. O dado é próximo dos 96% encontrados no México(8), dos 98,65% encontrados no estado do Alabama
(EUA)(10) e dos 98,8% encontrados em Glasgow (Escócia)(5). No Brasil estudos relatam incidências variando de 88,1% a 87% de traumas oculares ocupacionais no sexo masculino(1-2). A maior incidência do trauma ocupacional em homens é amplamente relatada na literatura mundial, sendo atribuída ao fato destes exercerem maior atividade(1-3) e serem menos cuidadosos( 1). Somente 3,79% dos acidentes ocorreram em pacientes do sexo feminino, de acordo com a literatura, que relata baixa incidência de acidentes oculares ocupacionais em mulheres(2,11).
O trauma ocorreu principalmente na faixa etária de 20 a 30 anos, correspondendo a um total de 312 pacientes (43,75%).







Estudos relatam que o trauma ocupacional ocorre principalmenteentre os 20 e 40 anos(1-2,7,11). Neste trabalho a incidênciana faixa etária dos 11 a 20 anos (17,62%) é semelhante àincidência na faixa etária dos 31 a 40 anos (17,48%). A tendênciaa um aumento da incidência do trauma ocular em pacientesjovens no Brasil já é apontada por Kara-José Junior et al.(1) eAndrade et al.(2). Aguilar(8) enfatiza que os mais jovens secuidam menos, chegando mesmo a desprezar os equipamentosde segurança. Com relação à lateralidade, não louve diferençasignificativa entre os olhos acometidos, conforme relatadoem outras pesquisas.No tocante à atividade profissional, 22,16% dos traumasocorreram durante atividade metalúrgica. Esta atividade foiresponsável por 29,9% traumas oculares por acidentes detrabalho em um estudo realizado na cidade de Manaus entrefevereiro de 1991 a dezembro de 1997(7). A serralheria foi responsávelpor 21,46% dos acidentes e a mecânica por 17,67%,segundo este mesmo trabalho estas atividades tiveram incidênciasde 51% e 10% respectivamente(7). Os trabalhos desenvolvidosna construção civil e prestação de serviços agrícolasforam responsáveis por 11,50% e 7,85% dos traumas, respectivamente.O dado é semelhante ao relatado na literatura brasileiraem dados coletados no período de 1991 a 1992(7), masdifere dos dados coletados em uma pesquisa sobre acidentesoculares graves decorrentes do trabalho nos anos de 1977 a1991(11). Nesta pesquisa, a agricultura e a construção civil

foram as principais atividades responsáveis pelos acidentes,com incidências de 22% e 30% respectivamente. Do total detraumas, 11,36% ocorreram com prestadores de serviços geraistais como: motoristas, copeiros, zeladores, etc.De acordo com a literatura os traumas oculares são emgrande parte superficiais e/ou provocados por corpos estranhos(1-7). Em um trabalho específico sobre corpos estranhosde córnea, 91,58% dos casos foram decorrentes de acidentes detrabalho(2). Neste estudo, dos corpos estranhos provocadoresdo trauma ocupacional, 75,17% eram de natureza metálica. Emum estudo sobre acidentes oculares ocupacionais as maioresincidências foram na indústria da construção civil e na indústriado metal, sobretudo o ferro. Com relação à localização, os corposestranhos foram encontrados principalmente na córnea econjuntiva, correspondendo a um total de 98,88% dos casos

Aliteratura relata incidência de 54,6% de corpo estranhos córneoconjuntivaisdentre traumas oculopalpebrais(2). Além dos corposestranhos as principais doenças ocorridas foram abrasãoda córnea e/ou conjuntiva, 48,39%, e inflamação, 29,08%.Neste trabalho preferimos usar o termo corpo estranhosuperficial ao invés de corpo estranho extra-ocular, comumenteusado em nossa literatura, procurando adequar o termo aosistema de classificação padronizado para os mecanismos detrauma do globo ocular, proposta por Kunh et al.(9) e aceitoatualmente pela International Society of Ocular Trauma,United States Injury Registry, Vitreous and Retinal Society eAmerican Academy of Ophthalmology(1,3).Dois importantes fatores quando se estuda o trauma ocupacionalnão foram aferidos neste estudo: o número de dias deausência no trabalho e o uso de proteção. Com relação aoprimeiro, Kara-José Junior et al.(1) relatam em média de 4,8 diasde afastamento do trabalho em um estudo sobre acidentesoculares ocupacionais ocorridos em Botucatu, no período de1998 a1992. Andrade et al.(2) em um estudo realizado em 1988no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba relatam quehouve uma necessidade de 3 a 5 dias, em média, para a cura de95,5% dos pacientes com lesões oculares leves do tipo abrasãocorneana. Em relação ao uso de proteção, a literaturamundial relata amplamente que a maioria dos traumas ocorrena ausência de seu uso(3,5-7,9), mesmo quando esta estavadisponível(5-6) e que os traumas superficiais são facilmentepreveníveis se a proteção for usada adequadamente(12).



CONCLUSÃO
Os corpos estranhos superficiais, facilmente preveníveiscom o uso de proteção adequada, constituem uma importantecausa de traumas ocupacionais, trazendo perdas econômicas,sociais e psicológicas. Neste estudo a atividade desenvolvida principalmente por homens na metalurgia, serralheria e mecânicafoi a principal causa de trauma ocular, e o ferro e outrosmetais os principais corpos estranhos envolvidos

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